Assistimos, durante o período de intenso calor, o número crescente de incêndios por todos os cantos de Portugal. A situação de ameaça da integridade física e dos bens amealhados ao longo dos anos gerou sentimentos e emoções de medo, preocupação, comoção, indignação e até revolta com tais acontecimentos.
Aproveitemos este cenário de “destruição” para reflectirmos pela positiva sobre a acção dos pensamentos negativos em nossas vidas. Façamos, então, uma comparação: cada foco de incêndio pode ser entendido como uma idéia negativa que criamos. Os pensamentos negativos nascem pequenos, criam volume e força e com os ventos do pessimismo espalham-se por todos os lados lançando uma “fumaça espessa”, energias pesadas e transformam-se em acções prejudiciais ao nosso equilibrio e bem-estar físico e emocional. Esse pode ser rapidamente apagado se, no momento em que estiver a surgir, lançarmos a “água” das ideias positivas, da paciência, do optimismo e da esperança. No entanto, se não lhe dermos a devida atenção esse pequeno foco torna-se uma grande labareda, capaz de consumir tudo e todos à sua volta. Torna-se quente, desconfortável, lança uma fumaça escura e destrói tudo. O que pensamos cria a nossa realidade.
Agora, imaginem milhões de pessoas a pensarem negativamente em nosso Planeta. São milhões de “focos de incêndios” a poluirem o ambiente e as relações interpessoais e que podem ser apagados através de um elemento importante e individual: a vontade!. Vontade de mudar e direccionar os pensamentos, atitudes e comportamentos para o equilíbrio, a paz e a tranquilidade interior.
Pensemos: se ao longo da vida cultivarmos os pensamentos pessimistas, derrotistas, as ideias fixas e as crenças irracionais e fixarmos a atenção nos aspectos negativos da vida, ou seja, se o nosso “solo estiver muito seco”, a “queimada” acontece de forma avassaladora gerando mal-estar, desequilíbrio e doenças. Ao contrário, se ao longo da vida cultivarmos o hábito de pensar positivamente e focarmos nas lições que a vida nos oferece e não nos problemas, ou seja, se mantivermos o terreno “irrigado” o incêndio poderá não acontecer ou, então, um pequeno foco (adversidades, contrariedades, conflitos) poderá aparecer mas ele não terá a força necessária para se alastrar e será facilmente apagado pois o solo estará propício. Em todas as situações é preciso acção efectiva.
Imaginemos o que somos neste momento. Terra fértil, verdejante que abriga os animais e que transmite paz, alegria e irradia bem-estar? Ou somos terra seca, propícia ao alastrar do fogo pelos pensamentos negativos que cultivamos?
Quando assistirmos à uma situação de incêndio pensemos, primeiro, em enviar “força” para aqueles que estão a tratar do assunto para que tenham sucesso; em segundo, pensemos na natureza e no planeta que precisam de equilíbrio através dos nossos pensamentos equilibrados e, em terceiro, pensemos se em nossas cabeças estarão também a sair labaredas. Se a resposta for sim, façamos a opção de transformar os pensamentos negativos em positivos.
- Analise que tipo de pensamentos negativos tens, por exemplo:
- Sou estúpido, burro;
-Não vou conseguir;
- Não sou capaz de fazer nada direito;
- Tudo de mal acontece comigo ou isto só acontece comigo;
- Sou um perdedor;
- Nunca serei suficientemente bom;
- Esta depressão não vai passar nunca;
- Estou velho/a para aprender;
-Mesmo que me esforce nunca conseguirei;
- Sou assim e não tem jeito de mudar;
- O mundo não tem jeito entre muitos outros. - Verifique em que medida (intensidade – 1 a 10) ele lhe causa desconforto e limita as tuas acções, o teu crescimento e bem-estar.;
- Identifique as emoções (medo, ansiedade, irritação, tristeza...) associadas aos pensamentos;
- Reflita sobre as tuas crenças:
- Escolha as crenças limitadoras mais significativas neste momento e questione sua validade.
- Pense e escreva afirmações positivas que se contraponham aos seus pensamentos negativos. Por exemplo:
- Sou capaz de realizar o que desejo empenhando-me em aprender e agir;
-Amo a vida e a mim mesmo e por isso cuido de minha saúde física e mental;
- Todos tem a possibilidade de mudar e crescer, eu quero ser feliz e aceito as mudanças; - Crie momentos prazerosos para si: leia, cante, dance. Faça o que lhe der prazer! Permita-se!
- Sorria mais e mais. O sorriso tem a capacidade de modificar o nosso estado de ânimo. Mesmo que seja inicialmente “forçado” logo que iniciamos o exercício de sorrir o riso verdadeiro surge. Os benefícios são grandes! Liberação de hormonas do prazer e do relaxamento.
- Exercite-se. A prática regular de uma actividade física ajuda a reduzir os efeitos negativos do estresse no organismo. Seja para liberar a raiva acumulada, as tensões ou o excesso de adrenalina.
- Respire profunda e lentamente em vários momentos do seu dia. Expirar e inspirar são fundamentais para auxiliar no autocontrole durante os momentos de pico de estresse, quando a respiração se torna curta e ofegante.
- Exponha-se ao SOL! A exposição à luz natural aumenta a resistência a doenças infecciosas, melhora as condições de trabalho e o humor.
- Ajude, colabore e auxilie alguém. Retiramos o foco de preocupação para voltar a nossa atenção ao outro.
- Para quem é religioso – ore , louve, medite, dedique-se às tarefas construtivas.
Transforme o seu dia e os anos de sua vida através da mudança de pensamentos e emoções negativas em positivas. Foque no melhor que você pode fazer hoje para ser feliz e não deixe que os pequenos focos se transformem em grandes incêndios.
Gostei muito da analogia que fizestes. O texto está muito pertinente com o actual momento. Nos faz refletir que depende de estarmos "alertas" com o que pensamos e de que forma pensamos. Temos a oportunidade de fazer e AGIR diferente TODOS os dias. Parabéns por suas brilhantes colocações.
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