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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Yoga do Riso no Parque da Cidade


Parque da Cidade - Porto/Matosinhos:
Encontro às 17h30mim dos sorrisos no Parque da Cidade pela Boa Vista (em frente ao estacionamento). Logo após, escolha de um cantinho no parque com direito a relva bem verdinha, som dos pássaros, brisa leve e convidamos também o amigo sol!!!

O que é Yoga do Riso:

Uma sessão de yoga do riso consiste numa actividade lúdica onde se intercalam exercícios de respiração e alongamentos yoga com exercícios de riso. É uma actividade de catarse colectiva através do riso, dinamizada por um líder. Na realidade, é uma ginástica da gargalhada com consequências também terapêuticas. Transportam as pessoas do riso falso ao riso verdadeiro. Nas sessões de Yoga do Riso os líderes do Riso desenvolvem actividades que despertam o lado lúdico da vida e a criança interior, através da realização de dinâmicas de grupo, exercícios que visam a alegria, integração e satisfação pessoal assim como, do grupo.

Foi desenvolvida pelo médico indiano Dr. Madan Kataria auxiliado por sua esposa Madhuri Kataria. Começou com apenas 5 pessoas gargalhando sob sua orientação e actualmente existem mais de 6000 clubes do riso espalhados por todo o mundo.

A gargalhada ajuda no processo de recuperação de todas as enfermidades e desequilíbrios, melhora a comunicação, a criatividade, o fluxo do pensamento e os relacionamentos interpessoais.

Líderes do Riso: Madalena David, Ana Portocarrero, Eveline Carvalho Cunha e Susana Cal

Tempo da sessão:

Em média 60 minutos. É composta por 3 fazes:

1. Exercícios de aquecimento e respiração.

2. Exercícios de riso yoga.

3. Meditação de riso e Relaxamento.

É aconselhável roupa confortável para a sessão.

Estes são algums dos principais benefícios do Yoga do Riso:

Melhora da Saúde e Bem-estar; Regula o sono; Ajuda na digestão; Efeito analgésico; Passar do estado simpático (stress/alerta) para o estado parassimpático (descontraído,relaxado); Aumenta os níveis de oxigénio no corpo e liberta endorfinas; Aumenta a resistência física através da estimulação do sistema imunitário; Prevenção/tratamento de estados depressivos; Aumento da criatividade e humor; Maior capacidade de reter e relembrar informação; Desenvolve a autoconfiança e as qualidades de liderança entre os participantes; Transforma emoções como a raiva, o medo, os ciúmes ou a tristeza em emoções positivas como amor, amizade, perdão e compaixão; Melhora as relações humanas no geral.


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Ria! Pela sua saúde



Por: Boas Notícias - 13/08/2010


Quando chega a casa, depois de um dia de trabalho, quantas vezes já insultou o condutor da frente, embirrou com os colegas ou perdeu a paciência com o empregado do café? Se a resposta é "muitas vezes" aprenda a encarar a vida de outra maneira... porque está provado que RIR dá saúde e faz crescer.

Pouco adianta ficar furioso quando entornamos café na camisa lavada ou quando temos que mudar um pneu furado. Os nervos complicam a situação e o raciocínio. Encarar as dificuldades pelo lado positivo permite-nos ver com mais clareza as soluções possíveis e portanto, manter uma mente mais sã.

Segundo as últimas pesquisas, o riso é uma arma eficaz contra o stress e atenua sentimentos de tensão, ansiedade e frustração. Ninguém é perfeito e a própria vida está recheada de contratempos. Mas o stress - tão comum, sobretudo, nas grandes cidades -agrava os problemas além de afastar as outras pessoas.

Tomando como referência o trabalho do psiquiatra George Vaillant - que identificou a presença de cinco mecanismos capazes de combater o stress, entre eles o humor - o médico norte-americano William Fry garante que este pode atuar contra a frustração, o medo e a raiva, O que de facto faz sentido: se as emoções negativas podem perturbar o organismo, por que não podem as emoções positivas restabelecer a harmonia?

Quem ri seus males espanta
Mas para além dos benefícios psicológicos, o bom humor reflete-se também no nosso corpo. Um estudo realizado pela Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, comprovou que o riso e o sentido humor são uma arma eficaz para prevenir enfartes e acidentes cardiovasculares. E está provado, estatisticamente, que a maior parte dos ataques cardíacos acontecem em momentos de tensão.

A equipa de Maryland interrogou 150 pessoas com problemas cardíacos sobre a sua capacidade de rir em diversas situações. Depois comparou os resultados com as respostas de 150 pessoas saudáveis. O resultado revelou que os indivíduos cardíacos não achavam piada a 40 cento das situações que os indivíduos sem doenças coronárias consideravam cómicas.

"Não sabemos ainda porque o riso protege o coração, mas sabemos que a tensão mental engrossa o tecido do interior dos vasos sanguíneos", pois provoca uma acumulação de gorduras e colesterol, afirmou um dos membros da equipa. E a obstrução das veias é o primeiro passo para ter uma crise cardíaca.

Rir = exercício físico
Além do coração, uma boa sessão de gargalhadas estimula a imunidade do corpo. O riso dispara a produção de "gamma interferon", o que estimula as chamadas células "T" - que defendem o corpo de ataques virais e células cancerígenas.

Mas há mais... uma gargalhada vigorosa pode proporcionar exatamente a mesma resposta física que o exercício aeróbico intensivo. Ao rir, o ritmo cardíaco e respiratório aumenta e as pressões do sangue e do corpo tendem a subir.

Tal como o exercício físico, o riso libera as hormonas que aumentam o ânimo, aumentam a oxigenação do sangue, alimentam a pele e relaxam o corpo. Calcula-se que um dia cheio de gargalhadas tem um valor aeróbico equivalente a 10 minutos de remo ou 15 minutos de bicicleta. Ou seja, uma semana a rir equivale a mais de 1 hora e meia de exercício e pode ser bem mais divertido!

Resumindo: o riso cura. Além de dar alento, rir estimula as defesas naturais do organismo. Alta tensão arterial, problemas cardíacos, e outras doenças do coração também podem ser reduzidas com uma boa dose de riso. Por fim, rir provoca a expansão da caixa torácica, aumenta a capacidade de respirar e relaxa os músculos.

"Patch" Adams, o Dr. Riso

Hoje em dia, o riso é utilizado para combater várias doenças crónicas e psicossomáticas, como também para ajudar pacientes que sofrem de cancro e doenças cardíacas. Mas o pioneiro da "terapia do riso" foi Hunter Adams cuja vida serviu de inspiração para o filme de Hollywood protagonizado por Robin Williams que encarnou a personagem de Dr. "Patch" Adams.

O verdadeiro Hunter Adams decidiu dedicar-se à medicina depois de estar internado por causa de uma depressão. Já durante o curso de medicina, Hunter começou a apostar no humor, na criatividade e no carinho, além dos medicamentos, para descontrair os doentes e acelerar os processos de cura [ver vídeo]. Adams também acredita na prestação de serviços médicos gratuitos, lutando contra o sistema de saúde privado que tem imperado nos EUA.


Depois de se tornar médico, o Dr. Hunter 'Patch' Adams fundou o Gesundheit! Institute onde passa horas mascarado de palhaço a fazer espetáculos para entreter os doentes. Todos os anos, Patch e alguns membros da sua equipa organizam viagens por vários países para partilharem as suas técnicas terâpeuticas.

Atualmente já há, em várias partes do mundo, "terapias do riso" onde, sem ajuda de qualquer medicamento ou fatores externos, se ensina as pessoas a rir, a rirem de si mesmas e a recordar situações engraçadas. O objetivo é provocar risos verdadeiros que movem 400 músculos em todo o corpo, ativam o sistema imunológico e oxigenam os tecidos.

Por isso lembre-se: uma gargalhada ou um simples sorriso, mesmo nos momentos mais complicados, podem fazer com que se sinta muito melhor. Trânsito, arrufos amorosos, problemas no trabalho são, normalmente, questões menores que não merecem o sacrifício da nossa saúde e da nossa qualidade de vida.

Benefícios Físicos:
-Sistema imunológico mais forte
-Ritmo cardíaco mais saudável
-Redução das hormonas do stress
-Relaxamento dos músculos
-Respiração mais regular

Benefícios Psicológicos:
-Menos stress
-Redução da ansiedade e do nervosismo
-Maior alegria e energia
-Maior controle das situações




quarta-feira, 7 de abril de 2010

Suicidio e Resiliência

Estávamos a espera de um amigo, quando este nos liga e diz: “Um rapaz que mora no meu prédio jogou-se da janela de seu apartamento e caiu em frente da garagem. Estava quase a sair e agora estou diante desta cena horrível e não posso sair de casa. Só fiquei a imaginar a dor de seus pais. E eu, com um bebe em casa, fiquei a pensar no futuro de meu filho”.

Casos como este acontecem com muita frequência em Portugal. Estudos realizados pela Sociedade Portuguesa de Suicidologia indicam que a segunda maior causa de morte entre os adolescentes é o suicídio, sendo a primeira causa os acidentes de viação. “A idade com que as pessoas se suicidam tem vindo progressivamente a decrescer”, existindo “em idades mais precoces, como na infância”, sublinhou Maria Manuela Correia da direção do Núcleo de Estudos do Suicídio (NES) do Serviço de Psiquiatria do Hospital de Santa Maria, em Lisboa (fonte: sapo on line, 13 de Março de 2010, 10:35)

Estas estatísticas fazem com que nós: pais, educadores, psicólogos e a comunidade em geral, paremos para reflectir.

O que está a acontecer com nossas crianças e jovens? O que está a ocorrer no seio das famílias? O que está a passar na comunidade e sociedade em que estes jovens estão inseridos?

Existem uma série de reflexões a fazer que não se esgotarão neste artigo. Mas vejamos alguns aspectos.

As causas que levam ao suicídio podem ser múltiplas. No caso do rapaz, que se suicidou atirando-se da janela do prédio do nosso amigo, a causa apontada foi o fracasso escolar e a não possibilidade de conquistar a tão sonhada vaga na universidade; para outros jovens é a pressão na escola – como o Bullying, ou seja, os actos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully ou “valentão”) ou grupo de indivíduos com o objectivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender, história tão falada ultimamente nos telejornais; já para outros adolescentes as perdas amorosas e a briga com os namorados/as são momentos insuportáveis e já para outros é a desestruturação familiar, a quebra de vínculos, a falta de amor que impulsiona a acção de tirar a própria vida.

Mas, em todos os casos, é preciso avaliar: o que falta no conjunto dos elementos sociais (família, escola, sociedade) que não desenvolvem, ensinam, orientam, estratégias capazes de fazerem estes jovens superarem as frustrações naturais da idade e da vida?

Podemos dizer que há falta de uma disciplina importante na “vida escolar” e na “escola da vida”: a resiliência. Preocupamo-nos em dar o melhor aos filhos, as melhores condições de estudo, de casa, de roupas, os melhores telemóveis… cobramos e exigimos implacavelmente todo o esforço realizado em nome deles. Queremos as melhores notas, o melhor comportamento, o melhor feitio mas esquecemo-nos de fornecer-lhes os alicerces básicos para esta construção: amor, carinho e uma boa dose de exemplo. Sim, exemplo de paciência, de resiliência diante das dificuldades da vida.

Muitos jovens preferem a morte por não encontrarem mecanismos que façam superar os problemas do dia-a-dia. Foram orientadas a acreditarem que precisam ser perfeitos, ou que a vida sem alguém não faz sentido ou que não é possível reagir diante de uma ameaça, de uma violência.

Por isso, propomos aulas teóricas e práticas de resiliência!
A resiliência é a “Capacidade profunda para a superação de crise em situações adversas, estando presente em indivíduos, comunidades e instituições” (Nunes, 2007).

O ser resiliente possui um olhar positivo sobre a adversidade e desenvolve características como:

■Iniciativa (acção) – não espera que os problemas se resolvam do nada. Age procurando mudança e melhoria;
■Perseverança – constância nas acções – não desiste com facilidade;
■Coragem - Firmeza de ânimo ante o perigo, os reveses, os sofrimentos. Procura não se deixar abater;
■Encorajamento – incentiva a si mesmo e os outros para ir em frente;
■Esperança – encontrar os meios para atingir os objectivos, crença de que tudo acabará por correr bem;
■Fé - Adesão absoluta do espírito àquilo que se considera verdadeiro;
■Optimismo - Acreditar que os infortúnios são passageiros e que tudo resultará da melhor maneira possível;
■Sentido de vida ou objectivo de vida – O que quero para a minha vida? Aonde pretendo chegar? O que me faz feliz? Confrontar o que é possível e aceitar o que não pode ser mudado;
■Estabelece relações de apoio e colaboração com outras pessoas.

De acordo com estudos realizados por Seligmam (2005) para se conseguir o bem-estar e a felicidade é necessário perceber como as pessoas interpretam os momentos de crise e como passam por eles. Pessoas não resilientes adoecem e deprimem-se com mais frequência, têm maior probabilidade de cometer suicídios e não encontram o bem-estar desejado por não encontrarem estratégias eficientes para superarem os problemas naturais da vida, deixando-se levar pelo pessimismo, ou seja:

■Pela tendência em acreditar que as vicissitudes são irremovíveis, que minam todas as nossas actividades e
■Pelos sentimentos de impotência e incapacidade que geram desespero;

Por isso está mais do que na hora de investirmos no desenvolvimento de nossas capacidades de superação e de optimismo diante da vida. Valorizá-la e usufruir do melhor que ela nos tem a oferecer. Vamos construir um mundo mais resiliente?

Fonte:



Seligman, M. (2005) APRENDA A SER OPTIMISTA. Tradu�o de Alberto Lopes.

sapo on line, 13 de Mar�o de 2010